sábado, 13 de dezembro de 2008

Palavras não ditas

Malditas sejam!
que morram!
encalhadas,
sufocadas,
obstruidas por tecidos humanos,
de uma garganta covarde.

O retorno do filho prodigo

É isso ai, penso em voltar... ando em duvida porém, minha vida mudou de tom, a não-vida se torna agora mais viva e a esperança que habitava, sempre, somente o horizonte está ao alcance dos olhos, em todas as coisas...
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Voltar não é facil, o caminho é longo. As paisagens são bonitas, porém; assim como as belas garotas que fazem questão de passar pela janela deste veiculo mal definido, inexperiente e animado. Passam sorrindo, todas, como se provocassem e pedissem desesperadamente para participar , para ajudar a dar uma forma aquele veiculo, transformá-lo em sabesse lá o que. Um carro? Um avião? um carrinho de brinquedo? Quisera eu permiti-lo apenas tomar forma e viver, ou o que quer que os veiculos dessa especie façam, mas nada é tão simples, ou é ainda mais? O veículo já tem forma, já existe, apenas se conduz em direção ao auto-conhecimento; descobrindo sua forma, sua vida e sua beleza.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Óbito

Declaro este blog morto e sepultado, uma vez que não procurarei mais visitantes para ele, continuarei postando somente para manter uma publicação de minhas ideias.

para não dizer que não falei das flores...

domingo, 14 de outubro de 2007

é impossivel não reparar como meus posts eram melhores no começo, recomendo aos visitantes que leiam os meus primeiros posts.

Sem mais

sábado, 29 de setembro de 2007

A agonia do homem

Imagine a surpresa em que o homem se encontrou ao perceber que já não tinha mais amparo, estava jogado à vida e tinha que lidar com aqueles que outrora o protegeram, e pior, sem saber o que é, de fato, a vida. Não sabe, pois, esta não é fato e sim uma evidencia da própria existência humana. Nada precede a existência do homem, se não a própria existência dele, uma vez que o homem só é homem para aqueles que o chamam assim; não existe para outros animais e sim uma releitura daquilo que chamamos de homem.

E ao fugir, em desespero, dessa peça pregada pela vida de desmentir sua objetividade, paralisa o tempo mental e permanece na mesma idade eternamente, tornando-se um fantoche de um titereiro fantoche. Fazendo parte de uma teia agoniada de titereiros fantoches que observam invejosamente aqueles que caminham livres entre eles, parecem mais bonitos, brilhantes, donos de suas próprias vidas, dotados de uma espécie de brilho no olhar que se confunde com um fogo forte de paixão.

Acuado, o homem passa a sentir medo daquelas espécies de homens livres, manipulando seus fantoches para que impeçam qualquer tentativa dele de libertar seres livres em potencial, ferramentas começam a ser aprimoradas; utensílios, santificados, para impedir a libertação dos usuários destes e ao mesmo tempo entorpecer a noção vaga da subjetividade do individuo, que já não o é mais, se tornou um pedaço de massa.

Que resta aos homens livres se não viver nessa sociedade deturpada? Fugir, quem sabe? Não. Não adiantaria. A agonia do homem livre é, pois, não estar livre, apenas o ser. É, pois, observar a agonia da sociedade, sem nada poder fazer.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Mundo Dos Olhos

Aqueles lindos olhos verdes me confundem, em outros é fácil notar sentimentos, mas naqueles notam-se mundos. Mundos de sentimentos transbordando. Mundos que me fazem digredir em antigas memórias e reviver uma paixão já perdida. Pena! Não sinto nada, nem mesmo conheço a garota daqueles grandes olhos verdes. Nem mesmo desejo sentir nada.
Mas nos olhos daquela garota sensível - Ah, aqueles lindos olhos verdes!- sinto tudo, mas por ela nada. São na verdade espelhos que mostram todas as sensações que um dia vivi.

Coisas do passado

E nas praças construíram
Grandes estruturas de madeira
E o terror distribuíram
Com a lâmina justiceira.

Não tema, porém, cidadão do bem;
Pois vieram acabar com os injustos,
E com os corruptos também,
E com os que roubam ou escondem custos.

Forca, fogueira ou guilhotina,
Para aqueles que recebem ou dão
Esta suja propina.

Enquanto não temos nem pão,
E na pátria mais ladrões não cabem,
Temam cidadãos de bens!

domingo, 19 de agosto de 2007

Desculpem-me a falta de atualizações, ultimamente ando um tanto bloqueado;
Um certo nervosismo me corroi por dentro nessa epoca do ano

fiquei muito feliz em ver que meu blog está de fato sendo visitado por cada vez mais gente e foi até indicado para um concurso, gostaria de agradecer quem me indicou e linkar o concurso:

Apenas participar deste já é uma grande vitória para mim e para vocês leitores.

Aguardem, assim que possivel volarei a postar (recomendo que usem o feed do meu blog ou então postem algum meio para que possa comunica-los quando voltar à ativa)

segunda-feira, 23 de julho de 2007

palavras bonitas

Queria ter palavras bonitas para te dizer esta noite...
mas você não está aqui...
e minhas palavras não estão aqui...
e minha mente também não está aqui...
ela está contigo; em seus olhos, sua boca,
seu cabelo, seu corpo,sua alma...

A brisa da praia ainda bate em meu rosto,
seu perfume ainda esta em meu nariz,
ainda vejo o brilho de seus labios,
ainda sinto o toque de seus braços,
me segurando com força como se eu fosse fugir.

Estivesse aqui te diria todas essas palavras,
também diria como és linda,
como és talentosa, como tens meu coração;
tudo o que não foi dito outrora,
mas não menos importante.

Espero um dia voltar aos seus braços,
sentir sua boca pela primeira vez,
rever sua face linda e todos seus traços.

E uma eternidade viver ao seu lado talvez.

Fênix

Diziam os antigos haver um pássaro que em combustão padecia e das cinzas renascia. Infinito e único é seu ciclo de vida. Admirável pássaro! Que encantou os antigos e hoje vive dentro de mim, incendeia meu coração quando estou perto de ti, se consome em fogo próprio, agoniza em saudades e renasce, alvo e esplendoroso, no primeiro sinal de reencontro.

Vida Longa ao nobre pássaro que habita em mim e vive por ti!